Milhares de católicos do mundo inteiro se reuniram, na
quarta-feira, dia 13 de março, na Praça São Pedro à espera do novo papa. Pouco
depois das 15h (horário de Brasília), uma fumaça branca saiu da chaminé da
Capela Sistina, no Vaticano, dando inicio à cerimônia do anúncio. Entre a
fumaça e o anúncio do nome do eleito, a multidão de fiéis celebrou e entoou
coros de "Viva, o Papa", enquanto aguardavam sua primeira bênção.
Na mesma semana em que milhares de católicos estiveram
reunidos na cerimônia do novo papa, o pastor e cantor gospel Fernandinho, que
atualmente é considerado um dos cantores evangélicos de maior sucesso, teve
bilheteria esgotada durante a gravação de seu novo DVD no Rio de Janeiro.
Fernandinho, durante o show disse que ter fé é realizar a obra de Deus. “A fé
sem obra é morta. Se eu digo que acredito em Deus, eu preciso viver o que a
bíblia manda”, disse.
Mas que fé é essa que
reúne multidões? Em meio às diferenças doutrinarias e das formas de
manifestação, as religiões têm muito em comum. Nos últimos anos, além de
estarem na mídia, as religiões também obtiveram suas próprias mídias, como
grandes canais de televisão, jornais, revistas, páginas na internet.
Um
dos aspectos mais evidentes dessa notada revitalização da crença religiosa é a
grande ênfase na mídia brasileira televisiva. Nos últimos anos, observam-se
inúmeras formas de propagação midiáticas religiosas que invadem o cotidiano, na
mesma medida em que intensifica a mídia. Assim, é grande o despontar da vida
religiosa. São incontáveis horas de conteúdo religioso presente nas telas, que
apresentam não apenas os grandes momentos da vida comum recheados de
representação, mas proporcionam também material ainda mais farto para a
espiritualidade pessoal.
Programas
de televisão, de canais abertos e fechados, já falam de espiritualidade e
mostram multidões em cultos religiosos e grandes missas. Programas trazem a
cada semana notícias relacionadas à Igreja e ao que Ela prega, deixando os
fiéis informados sobre o que acontece no mundo e a posição da Igreja diante de
cada fato. Assim, diferentes tipos de mídias são abrangidas. São elas: Revista,
Rádio, TV, Portal, WebTV e Mobile (tecnologia que permite a transmissão de
músicas, fotos, imagens, vídeos e pregações pelo celular, palmtops e iPod).
Trata-se, inclusive, de uma estratégia para garantir suas existências sociais,
através da visibilidade projetada dos novos meios de comunicação.
Um
exemplo de mídia geradora de audiência através de histórias relacionadas à fé e
suas crendices é o “Viver com Fé”, apresentado pela atriz Cissa Guimarães, transmitido
na GNT. Os personagens contam sobre suas experiências de fé e como isso está
presente no seu dia a dia. Mais do que a religião, o que interessa a Cissa é a
religiosidade que cada um carrega em si. “A fé é o que nos mantém vivo, é
um passinho à frente. É o que te faz andar, te dá sentido. As pessoas não podem
se achar incríveis, pois existe uma coisa muito maior, que é resumida pelo
amor”, definiu a artista.
Através
do programa, espectadores descobrem o lado religioso de artistas que acreditam
viver através da fé. Além da música e da família, a religião ocupa um lugar
especial no coração do sambista Zeca Pagodinho, que cresceu em meio a um grande
sincretismo religioso e o fez misturar as tradições católicas com as do
Umbandismo. “Minha avó era rezadeira, curava íngua, machucado que não
secava...”, disse.
Ao
fazer um giro entre as principais religiões e mostrar como obter a cura pela
devoção, o programa demonstra o quanto as religiões, cada vez mais, se
relacionaram e se ramificaram.
Maria Cecília.
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